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Abril 13th, 2010 de admin

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PESQUISA MOSTRA QUE AS CRIANÇAS INFLUENCIAM ATÉ 50% DAS DECISÕES DE COMPRA DENTRO DE UM SHOPPING, ESPECIALISTAS AFIRMAM QUE A TENDÊNCIA DESSE INDÍCE É CRESCER AINDA MAIS NOS PRÓXIMOS ANOS

por João Carlos Silva - Portal do shopping
Quando estão em um shopping center, as crianças fazem bem mais do que transformar os corredores, lojas e escadas rolantes em um grande parque de diversões. Elas estão cada vez mais poderosas, têm opinião formada e sabem muito bem o que procuram. Não é à toa que quando entram em um shopping influenciam 50% das decisões de compra de famílias das classes A e B. O índice é apenas uma das medições interessantes que fazem parte da pesquisa Hábitos e Consumo das Crianças nos Shopping Centers, feita por professores e alunos da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc).
O levantamento, realizado no ano passado em quatro cidades do Estado de São Paulo, com pais de crianças de até 14 anos de escolas particulares, mostra que, na maioria dos casos, as famílias vão aos shoppings a cada 15 dias ou uma vez por semana. A cada passeio no centro de compras, as famílias gastam, em média, cerca de R$ cem reais, apenas com estacionamento, alimentação e entretenimento. Além dessa `despesa fi xa`, em 40% das visitas o objetivo dos pais é comprar alguma coisa. Se forem acompanhados dos fi lhos, independentemente da idade da garotada, não há escapatória: os gastos serão maiores.
O dedinho das crianças vai indicar o que vai para parte das sacolas, já que o poder de persuasão aparece em todas as faixas etárias pesquisadas. De forma geral, os pais acham que os mais convincentes nem são necessariamente os mais velhos. A maioria dos entrevistados avaliou que os mais persuasivos têm entre 4 e 7 anos (36%) e de 7 a 11 anos (28%).
E se engana quem acha que os fi lhos exercem essa infl uência sobre os pais na marra, com gritos, choro e rolando pelo chão. De acordo com o estudo, em 65% dos casos o convencimento da decisão de compra da família ocorre com argumentos capazes de convencer até os pais mais resistentes e escaldados, mesmo que o produto nem seja para consumo dos pequenos.

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